24.5.05

A Banda

Depois da euforia da noite gloriosa, o discurso de Constâncio relembrou-me a canção de Chico Buarque:

Estava à toa na vida,
o meu amor me chamou
Prá ver a banda passar
cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
despediu-se da dor
Prá ver a banda passar
cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas
Parou para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Prá ver a banda passar cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço prá sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que banda tocava prá ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida, surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Prá ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto o que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar depois que a banda passou
E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor
Depois da banda passar cantando coisas de amor

1 Comentário(s):

Anonymous Anónimo escreveu...

Será o futebol o "novo" ópio do Povo?

25 de maio de 2005 às 15:52  

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