11.5.08

Help!!!

Nunca conheceremos ao certo o número das vítimas do medo a sermos chamados conservadores.
Li esta frase (ou semelhante), como sendo de Orwell. Se alguém a conseguir localizar, avise, para poder citá-la com propriedade.

9.5.08

Sem comentários...

Uma "professora de História" introduz o tema sobre Revoluções Liberais com esta medíocre peça de propaganda:
Tempos de Revolução
Vida difícil
Era a do povo de então
Trabalhava, trabalhava
E nada ganhava
Pagava impostos
Prestava serviços
Entregava rendas
Aos seus patrões
Aos seus senhores
Não tinha direitos
Só tinha obrigações
Vivia na miséria
Dominado
Subjugado
Pelo clero, pela nobreza
Mas... novos ideais surgiram
Liberdade
Igualdade
Fraternidade
Defendiam os burgueses
Homens e Mulheres do Povo
Pela liberdade lutaram
Pela iberdade morreram
E os opressores venceram
Os Direitos do Homem
Triunfaram
("Poesia" de Natércia Crisanto, no manual Olhar a história 8, Porto Editora, de que é co-autora)

4.5.08

Estar nas tintas...

A propósito do estranho caso do homem austríaco que prendeu a filha durante 24 anos e do aniversário do desaparecimento de Madeleine McCann, Rod Liddle publicou, na Spectator, este interessante artigo sobre a relação dos pais com os filhos, que exprime as perplexidades de quem tem a seu cargo a educação das crianças.

we have been gripped this last year by reading, pretty much every day, what other parents do to their kids, either by accident or design. It has fascinated and appalled us in equal measure — at least in part because we are not sure what to do with them ourselves.

Num tempo em que a autoridade é olhada com suspeita e em que a menor chamada de atenção é vista como repressão, é necessário estar-se nas tintas para a moda para conseguir ser uma boa mãe ou um bom pai.

3.5.08

Novas Partidas

O sitemeter mostrou-me as frequentes visitas que me chegam do HETERONIMUS... Movido pela curiosidade, fui percorrendo os posts, e eis que me deparo com este relato muito próximo de uma situação vivida há uns meses. Achei graça ao facto, e remeti o blog de imediato para as Partidas das Catacumbas.
E já que estou numa de links, aqui vai, com atraso, a ligação ao Feno de Portugal.

2.5.08

Aborto e Contracepção

Passado mais de um ano sobre o referendo do aborto, surgem agora notícias interessantes (ou tristes, para ser mais correctos).

É o que se pode ler de uma entrevista na edição desta semana do "Comércio de Guimarães". http://www.guimaraesdigital.com/index.php?a=noticias&id=36109

Se dúvidas não tínhamos, antes, acerca deste risco, aí está a confirmação.

16.4.08

Padrão negativo

Já lá vai um mês dos eventos do telemóvel da escola Carolina Nichaëlis. Nestas semanas, o acontecimento foi tema de numerosos comentários, telejornais, debates e conversas de café. Na minha caixa de e-mail recebi cinco vezes o vídeo de um professor a destruir um telemóvel de um aluno que estava a falar durante uma aula, numerosos forwards sobre como lidar com a indisciplina nas escolas...
De repente, o tema da indisciplina tornou-se um tema nacional e houve Direcções Regionais da Educação que emitiram circulares sobre o assunto... Os lóbis habituais falaram da necessidade de criar mais comissões e mais equipas de psicólogos para acompanhar os professores e os alunos.
Agora, que passou mais de um mês, já temos outros assuntos com que ocupar-nos.
No fim de contas o que é que sobrou? Muito pouco: talvez a ideia de filmar cenas caricatas com os professores para alegria dos colegas no youtube. E, para não variar, voltou a falar-se da educação e do sistema educativo apenas na perspectiva do que ele tem de mais crítico e abjecto.
Em Portugal há escolas estatais e privadas que são exemplos de sucesso no modo como lidam com a disciplina, como incentivam os alunos a trabalhar, como contrastam com o marasmo reinante. Quando perderemos um mês a tê-las como abertura dos telejornais?

4.4.08

Ooops!!!

No cumprimento da lei, a professora do 9º C, acompanhando a turma em visitas de estudo, deverá usar colete reflector homologado, bem como raquetas de sinalização no atravessamento dos arruamentos...

28.3.08

O fim do divórcio litigioso

Em portugal, é mais fácil divorciar-se de um cônjuge dedicado que despedir um colaborador incompetente... Confirmação de que o ordenado interessa mais do que a família?

27.3.08

A aprendizagem lúdica...

Antes de mais: a atitude da aluna do vídeo mais célebre das últimas semanas é absolutamente condenável...
No entanto, não me parece que a professora tenha actuado bem... Não por ter tirado o telefone - acho que fez muito bem em fazê-lo !- mas por ter chegado a uma posição de medição de forças com uma aluna. Segundo o Público de hoje, vimos também a saber que a professora
autorizou os alunos a manterem os telemóveis ligados, permitindo-lhes que ouvissem música.
Afinal, aquela aula já era um recreio muito antes do recontro com a professora...

21.3.08

Sexta-feira Santa

Que surpresa encontrar-Te ali
afundado no fracasso!

(Juan Luis Lorda, O Sinal da Cruz, VIII)

No tempo da história, Cristo percorre agora uma nova Via Dolorosa. Os homens traíram-no novamente: recusaram-se a aceitar o seu ser Deus... Mas a memória dos seus milagres permanece e, por isso -não vá alguém ter a veleidade de O recordar- silenciam o seu Corpo Místico e recordam apenas as fraquezas humanas da Igreja... E voltam a clamar: Crucifica-O! E voltam a arrastá-lo como um criminoso pelas vias dolorosas deste mundo! E cospem-lhe! E batem-lhe! E flagelam-no por todos os lados! E coroam-no com espinhos! E arrastam-no para a cruz...

No tempo da história, encontramos-Te de novo afundado no fracasso. Qual o nosso lugar nesta deixa? Judas, o traidor? Anás e Caifás, os guias cegos? Pilatos, o homem do consenso? Pedro? Simão? João? Maria?

No tempo da história, que o Teu aparente fracasso não nos impeça de vislumbrar o Teu triunfo!(Rogier van der Weiden, Descida da Cruz, Museu do Prado)

20.3.08

Quinta-feira Santa

Como um personagem mais...
Os discípulos conheceram bem Jesus-Homem-Prodígio; conheceram bem Jesus Condenado; conheceram bem Jesus Glorioso... Por isso perceberam bem o significado da Paixão!

9.3.08

O Sonho de Estaline

90.000 professores é muito professor... No entanto, mais que a sua oposição à ministra, choca-me a sua união com ela: então não é terrível ter 90.000 professores a defender a escola pública (leia-se, estatal) para todos?

28.1.08

Cresce A Adesão À Campanha Do Jornal "Il Foglio"

Segundo revela a asianews, http://www.asianews.it/index.php?l=en&art=11239&size=A Lenin Raghavarshi de 37 anos, ateu, comunista, activista dos direitos humanos está a favor da campanha por uma moratória de abortos iniciada pelo jornalista italiano Giuliano Ferrara, director do Foglio.

Entre as afirmações por ele proferidas salientam-se:

"É ridículo e absurdo sugerir que o aborto é uma solução para a fome, para controlar o crescimento da população. O conceito, que caracteriza os Organismos da ONU, de que o excesso de população representa o maior risco para a saúde de uma nação não tem base real. Em realidade o mundo deveria olhar com urgência para os temas socio-económicos e políticos para eliminar a fome, a pobreza e a miséria”

"Na Índia temos um grave mal social com o aborto para escolha do sexo e oponho-me absolutamente e com veemência a estes abortos. É alarmante o que se passa na Índia e na China; matar as meninas é muito perigoso para a sociedade e provocará sérios desequilíbrios para o futuro das nações. Temos de defender o direito à vida do embrião no ventre materno.”

"Defender que o direito à vida é sagrado conduzirá à defesa do direito à alimentação, educação e cuidados sanitários.”

“Malthus promoveu a teoria de que muitos problemas do mundo como a pobreza e e outras situações desumanas de marginalidade são devidas à população mas isto é completamente contrário à ciência e uma falsa teoria…As companhias multinacionais que se envolvem na indústria do controle da população, promovem a sua agenda com falsa propaganda. Querem vender e colocar os seus produtos e o seu único interesse é o lucro. São estas multinacionais que degradam a dignidade da pessoa humana criando fome e pobreza no mundo”

“O que a comunidade internacional precisa consciencializar é que 20% do mundo, constituído pelo G7, consome 80% dos recursos mundiais e que este é o grande problema.”

16.1.08

Um sintoma deste tempo...

... quando o Papa defende a razão, mandam-no calar! Foi o que se viu em Regensburg e, agora, em La Sapienza...

12.1.08

Em quem votaria nas eleições americanas?

Que ninguém Toque Em Caim...Nem Em Abel

A recente moratória sobre a pena de morte, aprovada pelas Nações Unidas em 18 de Dezembro último, teve origem numa campanha, subordinada ao lema “Que ninguém toque em Caim”, promovida em Itália por iniciativa de vários grupos de cidadãos entre os quais se incluíam associações laicas e católicas.

O sucesso da campanha levou o Jornal Il Foglio a propor nova campanha, agora sobre o Aborto. Originário de uma família de raízes ateias e comunistas, o autor da ideia e Director do Jornal, Giuliano Ferrara, vem defendendo, há vários anos, a necessidade de abandonar os slogans de Maio de 68 e procurar respostas para a crise da sociedade contemporânea.

«A argumentação de fundo para a nova campanha é a seguinte: quando se está a favor do respeito pela vida de Caim, mesmo quando se trata de culpados de delito de sangue, quanto mais não se deverá estar a favor da vida de Abel, da do inocente não nascido? A petição surgíu da constatação de que o aborto, contrariamente a uma das motivações que acompanharam a sua aprovação – oferecer uma solução para casos extremos –, converteu-se num “fenómeno monstruoso”: “nuna média mundial de quase cinquenta milhões por ano”. É necessário, portanto, chegar a uma situação em que o aborto seja verdadeiramente uma excepção e algo anormal.»

«Os promotores da iniciativa afirmam, além disso, que o aborto se afirmou, nos últimos decénios, pelo sexismo e pela eugenia: o sexo feminino é a primeira vítima, também no sentido estatístico, do aborto massificado: só na Ásia faltam duzentos milhões de meninas, que foram excluidas da vida pelo facto de serem consideradas inúteis; está em marcha uma progressiva eliminação de milhões de pessoas por potenciais ou prováveis deficiências” (que em três casos em quatro se revelam – demasiado tarde – como não verdadeiros).»

«A proposta caracterizou-se pelo seu tom positivo, que gira em torno da proclamação da liberdade de nascer como um dos direitos fundamentais do homem. Não se pretende colocar o aborto fora da lei, mas situá-lo fora da consciência partilhada do que são os direitos humanos. A moratória exclui, explicitamente, toda a forma de culpabilização das mulheres que se encontram ante a “escolha” da maternidade.»

Entre outros a iniciativa foi aplaudida por Mr. Elio Segreccia Presidente da Academia Pontifícia Para A Vida que afirmou no Corriere della Sera que: “não é um regresso ao passado, mas um andar para a frente: assim como se combateu a escravatura, a discriminação entre brancos e negros, ou entre ricos e pobres, deve continuar a reconhecer-se o direito à vida também no sentido vertical, para os nascituros e para os nascidos, para os culpados e para os inocentes.”

(Fonte: Diego Contreras in Aceprensa)

13.12.07

Iguais, Diferentes, Complementares

Desde o início da Humanidade sempre se entendeu que ela é formada por homens e mulheres. De modo particular nos 2000 anos de Cristianismo, com algumas variantes que reflectem sensibilidades culturais de época, aceitou-se que o homem e a mulher possuem a mesma natureza de pessoa formada por corpo e espírito e são iguais em dignidade.

Simultaneamente são diferentes quanto ao corpo e ao modo de encarar a vida.
Em realidade somos mais iguais que diferentes, visto que a diferença se reduz a 3% - XX ou XY - presentes em cada célula do nosso corpo, todas elas sexuadas. Esta pequena percentagem potenciada pelas glândulas endócrinas define a masculinidade e a feminilidade e influi em todos os aspectos da personalidade masculina e feminina.

Esta realidade torna o homem e a mulher, cada homem e cada mulher, iguais, diferentes e complementares. Complementares e, naturalmente fecundos, não apenas no âmbito da reprodução mas, também, no que respeita à cultura, às artes, à ciência, à política, à sociedade…

Urge acabar com a imagem de que a humanidade é formada pelas duas partes da mesma laranja cortada que se voltam a unir. A realidade não é um que se transforma em dois pela divisão mas dois, iguais em dignidade e complementares, que se transformam em um pela união.

Ser complementar não significa:
Subordinação de um ao outro. A Diferença orienta para uma complementaridade solidária.
Distribuição de virtudes ou qualidades. A especificidade pessoal faz vivê-las, a cada um(a), de forma única e irrepetível. As virtudes são para todos cabendo a cada um(a) desenvolver a sua vivência de acordo com as capacidades que possui.
Distribuição de papéis sociais. Necessário é que o homem e a mulher participem em todas as vertentes da sociedade humana cooperando e enriquecendo-as com a sua especificidade.

Por ser contrário à Natureza Humana, que sempre acaba por rebelar-se, o respeito pela Igual Dignidade de cada sexo, não se alcança pela imposição legal de opções ideológicas de momento, pese embora a acção educativa da lei.
Com efeito, apesar dos esforços:
O desemprego das mulheres é superior ao dos homens;
O desemprego de longa duração penaliza, em elevada percentagem, as mulheres;
A presença de mulheres nos conselhos de administração ou nos quadros superiores de direcção das empresas é manifestamente inferior ao dos homens;
As mulheres que vivem em situação de pobreza são, em número muito mais elevado, que o dos homens.
Consequentemente, esta “Igualdade” é, sempre, lesiva do interesse da mulher.
Tema que deve merecer atenção muito particular, pela sua importantíssima função social, é o da maternidade. O seu peso não pode cair exclusivamente sobre a mulher, sobre a família, sobre a empresa. A Sociedade, e o Estado que tem por tarefa promover o Bem-Comum de todos os cidadãos, não cumprem a sua obrigação se não apoiarem políticas de Família realistas e eficazes; se persistirem, como acontece, em ver a Sociedade través de lentes exclusivamente masculinas.

A Paternidade e a Maternidade não se esgotam na geração e educação dos filhos. Ela exerce-se, também na defesa e promoção de novas soluções legislativas, políticas, laborais, culturais, económicas…que as possibilitem.
Os princípios de doutrina social não podem reduzir-se a um conjunto de propostas abstractas, mas devem, encarnar, tornar-se vida exigente, em cada um dos cidadãos. Consequentemente construir uma Sociedade onde seja possível a conciliação de “famílias com pais e sociedade com mães”. (Blanca C. Cortázar)

Difícil? Talvez não. Há um antigo ditado que diz que “se cada um limpar a porta de sua casa toda a rua ficará limpa”. A bola está, pois, do nosso lado.

24.10.07

A Família De Fundação Matrimonial

Quando um homem e uma mulher decidem, em consciência e liberdade, unir as suas vidas para realizar o conjugal fundam uma família. Ao manifestarem essa decisão – o consentimento matrimonial – estabelecem um Pacto gerador de um Vínculo que os une enquanto viverem. Pelo consentimento matrimonial cada um dos contraentes se entrega e é recebido pelo outro. E essa entrega e recebimento confiados faz com que cada um seja responsável pela pessoa do outro ajudando-o a crescer como pessoa e a alcançar as metas para que está vocacionado. Não como “eu quero”, não como “eu gostava e sonhei” mas como ele(a) está chamado(a) a realizar-se como ser único e irrepetível que é. Por esse motivo, o compromisso matrimonial torna-se uma obrigação devida e de vida. Para toda a vida.

Um raio pode atear um incêndio. Mas se o fogo não for alimentado acabará por se apagar. E o fogo, para quem quer mantê-lo vivo, alimenta-se com troncos, cavacas, lenha miúda, papéis e folhas secas…às vezes, também, com lixo. O mesmo se passa com o Amor. Este alimenta-se, no dia a dia, fazendo exercícios de realidade: pequenos gestos, atenções, colaboração esforçada, agradecimento, optimismo, bom-humor, arrependimento, reparação, perdão...

Família de fundação matrimonial por um homem e uma mulher. Porque só as características próprias de cada cônjuge, físicas e espirituais, garantem a complementaridade natural dos vários aspectos que permitem a ajuda mútua e a geração e educação de novas vidas com o consequente estabelecimento das naturais relações de paternidade e maternidade, de filiação e irmandade… A Natureza é o que é e não há volta a dar-lhe. A não ser que os cidadãos aceitem, resignados, limitar-se ao exercício de práticas sexuais infecundas confiando ao Estado a procriação, em laboratório, das futuras gerações, em quantidade e qualidade, à medida dos seus superiores interesses. E com as técnicas da chamada Procriação Médica Assistida esta é uma realidade que se perfila no horizonte.

O seu a seu dono. A justiça consiste em dar a cada um aquilo que lhe pertence. Por isso, tratar igualmente a desiguais é faltar à justiça que é devida a ambos.
Meter debaixo da capa prestigiada da Família realidades que o não são é faltar à verdade e manipular a inteligência do cidadão. É uma operação cosmética semelhante à do aproveitamento, pelo marxismo-leninismo da palavra Democracia para designar como Democracia Popular os regimes totalitários que difundiu pela face da Terra. Que motivo impede de qualificar estas “novas” realidades de relacionamento sexual com uma designação original?

Ao longo da História, de Platão aos nossos dias, sempre que os ideólogos tentaram atribuir ao Estado funções que não lhe pertencem, - tornando-o Totalitário, desumano e inibidor da Liberdade -, tentaram destruir a Família apresentando essa pretensão como Progresso. Eles sabem, claramente, que ela é, apesar dos pesares, a primeira escola de humanidade, de valorização da pessoa humana aceite pelo que é e não pelo que produz, de liberdade responsável, de convivência criativa e solidária... Consequentemente, pelo simples facto de existir, ela é um fortíssimo baluarte de oposição aos seus intuitos de controle da Sociedade.
Por isso há que estar atento aos sinais que se notam por aí. Os governantes são eleitos para governar em prol do bem comum, não para nos imporem as suas convicções pessoais. Quando um cidadão precisa de conselho procura um especialista em quem confie: um médico para um problema de saúde, o advogado ou notário para um assunto legal, o moralista para formar a consciência… Não o político de turno. Com evidentes vantagens para o cidadão e para a Democracia.

11.10.07

O Afã de Abolir a Família

É corrente ouvir-se falar de “novas formas de família” e não deixa de ser interessante constatar que, por pragmatismo, embora com objectivos claramente diferenciados, o Materialismo conseguiu unir na mesma luta contra a Família, Capitalistas, Hedonistas, Ambientalistas, ideólogos Marxistas e Feministas radicais.

O Capitalismo, motor da Globalização, preocupado com a ameaça que, para o seu poder, constituem os grupos de imigrantes e a reacção da população dos países detentores de matérias-primas à sua exploração desenfreada pelos países ricos, é um dos principais responsáveis. O seu espírito está bem expresso no Memorandum 200, cujo principal redactor foi Henry Kyssinger. Aí se afirma que: “os gastos para o controle da população podem ser muito mais eficazes do que os que procuram aumentar a produção através de investimentos directos em instalações de irrigação, indústrias e projectos energéticos” (§ 53).

O Hedonismo, porque o bem-estar é, para os seus seguidores, objectivo prioritário mesmo à custa do sofrimento e do mal-estar alheio. Daí que os filhos sejam um incómodo encargo, o sofrimento intolerável, a visão da morte, de alguém doente ou incapacitado um pavor.
Algumas formas de Ecologia fundamentalista, no seu desesperançado temor pelo desequilíbrio ecológico da Terra, optaram por proteger espécies em extinção promovendo, simultaneamente, o desequilíbrio das estruturas etárias humanas; esquecendo que a pessoa humana é “o primeiro recurso”.

O Marxismo entende que diferença é sempre desigualdade e que desigualdade se identifica com opressão. “A primeira luta de classes coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher unidos em matrimónio monogâmico, e a primeira opressão de uma classe por outra é a do sexo feminino pelo masculino” (Engels).
A evolução da sociedade fez perder à Esquerda as suas bandeiras tradicionais. Por falta de capacidade, não soube levantar outras das muitas que a sociedade contemporânea necessita sejam erguidas. Desacreditado o “sucesso” comunista empenha-se, agora, em “desconstruir” a sociedade esperando construir uma nova Utopia.

O Feminismo radical age pretendendo libertar a Mulher desencarnando-a da sua Natureza. “O colapso da revolução comunista na Rússia ficou a dever-se ao fracasso de destruir a família que é a verdadeira causa da opressão psicológica, económica e política. Mamã é uma instituição sem a qual o sistema se destruiria ” (Shulamith Fireston)

As consequências – politicas económicas e sociais – destas decisões já se fazem sentir e, a seu tempo, recairão sobre as gerações vindouras.

A Família é, numa excelente definição de Villadrich “ a sociedade natural onde se nasce, se cresce e se morre como pessoa”. E a Natureza dificilmente aceita a alteração das suas leis.

A realidade é aquilo que é. E por isso há que estar atento e não ouvir “o canto da sereia”. Porque, um político pode legislar que a Lei da Gravidade não existe. Mas se algum cidadão, confiado na letra do Legislador, se lançar do alto de um edifício não deixa, por isso, de se estatelar no solo. Com as consequências e o sofrimento previsíveis.

18.7.07

A Dignidade da Pessoa Humana

Ser Pessoa Humana, unidade de corpo e espírito, é possuir intimidade, ser único e irrepetível, original, com vida biográfica, capaz de ser autor do seu próprio destino mesmo que, em determinadas situações, esteja impossibilitado de tomar as decisões adequadas. Mas é, também, um ser de relação, solidário, com capacidade de dar e receber, de partilhar a sua intimidade com aqueles e na medida em que a ela tiverem direito.

A Pessoa Humana é o Ser mais “excelente” que habita a Terra. Por isso, próprio de si é agir de acordo com essa “excelência”, com inteligência, afectividade e liberdade responsável, procurando que os seus pensamentos e acções adiram, cada vez mais, à Verdade, à Beleza e ao Bem que, cada um está, por Natureza, “obrigado” a esforçar-se por respeitar, tornar vida e comunicar. E isto exige, de cada mulher, de cada homem, um esforço de aperfeiçoamento das suas capacidades e o assumir, fazer crescer e salvaguardar a sua dignidade pessoal. Simultaneamente, de forma muito especial nesta época em que campeia um individualismo selvagem, o respeito pela dignidade da pessoa humana exige, também, a “veneração” pelo nosso “semelhante”, especialmente pelos mais fragilizados.

Característica da Natureza Humana é colaborar, consciente e responsavelmente, numa tarefa comum de melhora pessoal e alheia, na prossecução do Bem-comum que é, apenas, o Bem de todos sem exclusão de ninguém. Consequentemente, o respeito pela dignidade de cada Pessoa Humana nas múltiplas facetas que a compõem, é o caminho propício para a construção de uma Sociedade Civil mais justa, mais solidária e mais humana.

Só pode haver transformações sociais duradouras se for respeitada a Natureza “natural” de cada mulher e de cada homem concreto. O sucessivo fracasso das Ideologias é disso um exemplo esclarecedor.

9.7.07

Sete Maravilhas do Mundo

8.7.07

A vaia

A vaia a Miss Liberty, ontem, no estádio da Luz, é óbvia: como poderia o país que elegeu Salazar como o maior português de sempre aplaudir a Estátua da Liberdade?

28.6.07

Sobre Liberdade de Educação...

... vale a pena ouvir esta entrevista de Fernando Adão da Fonseca no Diga Lá Excelência do passado Domingo.

27.6.07

Defender A Natureza

“A união homossexual, não tem, nem terá nunca o significado biológico, reprodutivo, psicológico e social do matrimónio natural. Por isso precisa de um tratamento diferente. Se querem uma lei deverá ser uma lei diferente.(...) Os que defendem os parques naturais querem preservar a natureza tal como é. Os que defendem a denominação de origem protegem os produtos tradicionais. Muitos se esforçam para preservar as espécies naturais, para difundir um modo de vida ou uma alimentação natural. Por maioria de razão os que defendemos um matrimónio natural e genuíno prestamos um grande serviço à sociedade.”

(Juan Luis Lorda, DIARIO DE NAVARRA)

8.6.07

Big brother is watching you...

Sabia que, de acordo com uma circular da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação é obrigatório servir bacalhau duas vezes por mês nas escolas portuguesas?

10.5.07

A mensagem que destrói!

"Ela vai mesmo ao encontro das mãos estendidas, das reuniões e encruzilhadas de toda a espécie em que muitos católicos, padres e religiosos, vão deixar-se doutrinar. Eles supõem estar fazendo obra apostólica mas São Paulo não foi ao Areópago para dialogar com os Gregos; foi lá para pregar a verdade cristã. Não tendo falado senão do que ele sabia melhor do que ninguém, saiu desse encontro com uma fé tão sólida como a que tinha ao ir para lá. Os Actos não dizem que converteu o Areópago, mas ele, ao menos, não foi convertido pelos Gregos."

GILSON, Etienne (s.d.) Um Diálogo Difícil. Lisboa, Editorial Aster, pp. 34-35.

Nestes tempos em que nos bombardeiam com "descobertas arqueológicas", vale a pena pensar, sobretudo, na última frase.

18.4.07

Foi descoberto o túmulo de Jesus!

... há 2000 anos, na tarde de Sexta-feira Santa, próximo do Monte Calvário (Jerusalém), por José de Arimateia e Nicodemos! Desde então, tem sido um dos principais centros de peregrinação dos cristãos!
Alguém consegue explicar isto aos senhores da televisão?

5.4.07

O megafone de Deus (IV)

O que ainda há poucos dias era uma novidade tornou-se agora uma rotina! Nos primeiros dias demorámos quase uma hora a dar as refeições; agora, pouco mais de meia hora chega. Como o tempo melhorou há muito menos tempos mortos: cada pedacinho é aproveitado para ir para o pátio apanhar sol ou para dar um passeio maior pelas ruas em torno do centro. Como também já estamos mais à vontade, já conseguimos ter mais iniciativas: arranjar uma porta que não fecha bem, limpar janelas de acesso mais difícil, compor uma fechadura ou colocar quadros na parede.
Além disso, hoje é quinta-feira Santa, e o sacerdote que nos tem acompanhado nestes dias disponibilizou-se a celebrar a Missa na capela do centro, não apenas para os voluntários, mas para a comunidade de religiosas que aqui mora, para as funcionárias e para os utentes do centro. A tradicional cerimónia do “lava-pés”, que se realiza na Missa deste dia, foi dispensada com a consideração de que neste local, o quotidiano é já encarnação do Mandamento Novo de Jesus:

ut diligatis invicem sicut dilexi vos.

(Jo. 15, 13)

É algo que não referi ainda, mas que é de justiça reconhecer: este centro é fruto do empenho caritativo de muitos cristãos que, com o seu trabalho ou a sua esmola, o colocaram de pé. Apesar de o centro ser sustentado, na sua maioria, por contribuições da Segurança Social ou dos familiares dos utentes, as receitas seriam sempre insuficientes para fazer frente aos elevados encargos que tem se não houvesse contribuições generosas de benfeitores que, de acordo com as suas possibilidades, vão ajudando no que é necessário. Para se ter uma ideia, há cadeiras de rodas que rondam os €5.000,00… e não se trata de um luxo, mas de uma necessidade quer dos utentes quer dos funcionários que com eles lidam diariamente. E quem fala em cadeiras de rodas fala em macas, sondas, camas articuladas…
Mas mais extraordinário que a contribuição para o centro é o trabalho dedicado de quem, diariamente, enfrenta este “choque de realidade”… Hoje tivemos a visita de uma jornalista que vinha fazer um trabalho sobre o centro. Uma das pessoas da Direcção animou-a a falar do trabalho que aqui se faz na perspectiva dos voluntários. Nós aceitámos (disso falarei noutro dia), mas não sem achar injusto: não é heróico vir para aqui cinco dias … é heróico permanecer aqui ano após ano.

4.4.07

O Megafone de Deus (III)

Ao terceiro dia já nos sentimos experts ao lidar com estas pessoas! As próprias empregadas do centro, que no início temiam a nossa inexperiência, começaram já a confiar um pouco mais em nós. O resultado é mais trabalho, e trabalho cada vez mais complicado… no início, passeávamos os “meninos” e dávamos de comer aos mais fáceis; agora perguntaram-nos se podemos chegar meia hora mais cedo, para ajudar a fazer as camas e, em alguns casos, ajudar na higiene dos utentes. Também já nos mandam dar as refeições aos mais complicados, sendo que o resultado foi a necessidade de dois babetes por utente: um para o próprio e outro para quem lhe dá de comer. Alguns começaram a ajudar também a fisioterapeuta do centro, levando-os para a zona de reabilitação a apoiando os exercícios.
A nossa presença (somos 15 voluntários) altera um pouco as rotinas do centro: por um lado, e apesar da nossa inexperiência, vemos que a nossa ajuda é importante, porque, apesar de haver muitas empregados, o trabalho a realizar é imenso. Por outro lado, notamos que as pessoas que aqui trabalham no dia-a-dia ficam contentes por ver-nos: além de aliviarmos o seu trabalho (não a responsabilidade), a nossa disponibilidade para acompanhar os utentes nas horas mortas, com brincadeiras e canções no pátio do centro, torna o ambiente mais agradável.
Para nós, no entanto, o ambiente ainda é pesado: às vezes custa almoçar logo a seguir a dar o almoço aos “meninos”; e nem sempre é grande o entusiasmo com que, após o café, nos preparamos para enfrentar os rios de baba que correm, abundantes, pelas roupas de alguns. Mas aos poucos vamo-nos entendendo: cada um vai conhecendo as manias de dois ou três, de quem se fica mais “amigo”. Notamos que muitos deles criam laços connosco, que no identificam perfeitamente à nossa chegada, que sabem que uns de nós são mais tolerantes que os outros e que todos nós somos mais tolerantes (ou deverei dizer ingénuos?) que as empregadas…
Hoje, o F. foi repreendido por um dos voluntários, pois estava mal sentado à mesa. Levantou-se e foi pegar numa cadeira, assustando o voluntário, temeu que o objecto voasse na sua direcção. Mas o F. trouxe a cadeira para a mesa e colocou-a no lugar onde o T., que estava a entrar na sala, deveria sentar-se para almoçar. Vamos descobrindo que esta é uma característica do F.: gosta muito de ajudar! Quando o companheiro da mesa acaba a sopa, não faz nada; quando acaba o resto, nada faz; mas quando acaba a fruta, lança as suas mãos tolhidas para o fio que prende o babete do companheiro, começando a puxá-lo. Fico horrorizado com aquela hipótese de estrangulamento e vou a correr na sua direcção dizendo-lhe para estar quieto. Nessa altura, o F volta-se para mim com o seu sorriso desdentado, levanta-se com o babete do companheiro na mão e dirige-se, no o seu passo trôpego, à copa, onde coloca o babete no saco da roupa suja…
O J, ao ver-me entrar, agarra-me pela mão e leva-me ao seu quarto. Abre o armário da sua roupa e tira de lá umas calças, que põe em cima da cama, e fica à espera… de quê? Explica-me depois uma das empregadas que, de vez em quando, gosta de trocar de roupa e, como sabe que as empregadas não lhe fazem o gosto, veio ter comigo. Eu guardo a roupa de novo no armário, e o J. fica triste e agarra-me com imensa força para que eu lhe faça a vontade. Estamos neste impasse quando a mão dele afrouxa a pressão sobre o meu braço e volta a cabeça: ouviu um dos voluntários no corredor e decide tentar a sua sorte com mais alguém…
Pequenas histórias como estas fazem o dia-a-dia da nossa actividade aqui. Quando chegámos, disseram-nos para não termos medo dos deficientes. Então era difícil, pois o seu mundo era um mistério para nós. Passado três dias, penetrámos, ainda que de modo ténue, no mundo de alguns deles. E que alegria quando, no canto da boca de alguma daquelas caras mais fechadas, se nota o ligeiro esboço de um sorriso.

3.4.07

O Megafone de Deus (II)

Talvez valha a pena descrever alguns dos nossos amigos destes dias, para que se possa entender melhor este trabalho.

Quando falamos em deficientes profundos estamos a falar de pessoas que não conseguem valer-se a si próprias para a maioria das actividades que desempenham: a maioria não fala e os poucos que falam fazem-no de modo muito difícil de compreender (pelo menos para mim). Há um número muito significativo de deficientes em cadeiras de rodas, muitas vezes amarrados para não caírem nem fugirem. Há também muitos que caminham com certo à vontade, mas é necessário ter especial cuidado com esses, para que não fujam quando se está mais distraído.

É interessante ver como o pessoal do centro (empregadas, terapeutas, etc.) exige os deficientes: a quem pode comer por sua conta, não se dá comida; quem tem capacidade para comer de faca e garfo não come só com a colher; os que podem beber a água por um copo, não bebem por uma palhinha… Isto pode parecer óbvio, mas quando se trata de um centro com quase 70 deficientes, o mérito é muito mais significativo. Tal como na educação das crianças, muitas vezes é mais fácil fazer que ensinar: o trabalho que dá limpar a mesa, o babete e a roupa de alguns deles no final de uma refeição poderia sugerir que é melhor dar-lhe a comida à boca. Mas estamos a falar de pessoas, únicas e irrepetíveis e, por mais incrível que possa parecer, pessoas com uma missão providencial. Na sequência do meu texto de ontem, encontrei uma citação de João Paulo II, recolhida num discurso de Bento XVI, que aponta caminhos para o enquadramento do mistério do mal:

O mal... existe no mundo também para despertar em nós o amor, que é dom de si...

(João Paulo II, Memória e Identidade, citado por Bento XVI, Discurso à Cúria Romana para apresentação do votos de Boas Festas, 22.XII.2005)

2.4.07

O Megafone de Deus

Não sei se terei muito tempo para prosseguir, ao longo desta semana, com estas considerações… De qualquer modo, lanço-me a elas na esperança de perpetuar a intensidade destes dias em que (não por mérito próprio, mas por força das circunstâncias) me encontro no meio de um dos mais belos locais para passar esta Semana Santa.

Há numa das cidades do interior deste país, escondido por uma urbanização de subúrbios, um local extraordinário. Não tem visibilidade nem é conhecido pela maioria dos habitantes da cidade: um cartaz bastante tosco e com letras pequeninas, à entrada de uma estradita de alcatrão coberto de pó, indica o acesso a uma grande casa.

É uma casa de gente inútil: nunca fizeram nada na vida… Bem: alguns fizeram! Tinham os seus trabalhos, as suas famílias, os seus caprichos até que a vida lhes trocou as voltas. Desde então tornaram-se totalmente inúteis. Aliás, dizer que são inúteis é pouco: além de nada produzirem são uma fonte de despesas quer para as suas famílias quer para o Estado, uma vez que aquela casa se mantém com o apoio significativo da Segurança Social. Não só não produzem, como gastam, e gastam bem! Além da alimentação normal de uma pessoa, têm encargos elevadíssimos em medicação, fraldas, camas articuladas, cadeiras de rodas. E como se tudo isto não bastasse, são exigentes: têm que vestir roupa diferente várias vezes ao dia, mudar diariamente a roupa da cama, pedem quem lhes dê a sopa, quem lhes lave os dentes, quem lhes dê banho ou os limpe depois de irem à casa de banho… Isto para já não falar do apoio médico ao domicílio (exigindo frequentes vezes a experiência de especialistas) nem do apoio de terapeutas, fisioterapeutas e uma multidão de empregadas…

Esta casa é, como já se deve imaginar, um centro de apoio a deficientes profundos: nenhum dos habitantes desse centro sobreviveria sem o apoio de alguém: a maior parte não fala, não sabe comer por si, não tem aquilo que nós achamos tão importante: um sentido para a vida! Alguns mal se apercebem de que estão vivos…

Porquê? Porquê o seu sofrimento? Porquê os sofrimentos das sua famílias? Se há um Deus Bom, como explicar estes erros da genética? Bem sei que entrar nestas questões é entrar num dos mais profundos mistérios do Homem: o mistério da dor, que é parte daquele mistério ainda mais profundo que é o mistério do mal! Os teólogos sempre insistiram, no entanto, em que a dor física não é propriamente um mal. Se o mal é a ausência de um bem devido e se Deus permitiu que as pessoas vivessem com deficiências, é porque, nesses casos, a saúde não é um bem devido. Isto é: a pessoa desempenha a sua missão sem, para isso, necessitar de saúde. Isso é evidente em todos aqueles que usamos óculos… No entanto, nesta casa o mistério adensa-se, porque a dor é bem maior que a minha dioptria…

Mistério, sem dúvida… Porque manter essa inutilidade? C. S. Lewis resume, numa frase, um esboço de resposta:

God whispers to us in our pleasures, speaks in our conscience, but shouts in our pains: it is His megaphone to rouse a deaf world.

Neste mundo de surdos, neste mundo em que frequentemente nos centramos em nós próprios, nos nossos quotidianos tantas vezes mesquinhos, estes “inúteis” relembram-nos que há vida fora de nós, que há vida que pede amor… Neste mundo em que há um “consenso alargado” em torno do direito destas pessoas a não nascer, a sua presença incómoda, esbanjadora e “inútil” é um tesouro que só aqueles que os viram sorrir conseguem valorizar devidamente!