29.1.10

Que crise mundial em 2010?

Em 2008, a economia mundial ia ruir totalmente!
Em 2009, a população mundial ia desaparecer com a gripe!

Com que crise mundial nos prendarão em 2010?
Aceitam-se apostas!

20.1.10

Expliquem-me, porque sou burrinho!

Vi no telejornal da RTP. A notícia não era novidade. A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida lança dois novos spots de campanha para utilização do preservativo destinados, desta vez, aos homossexuais. Um, dizem, pretende alertar aqueles que têm relações esporádicas. O outro aborda os casais com relações estáveis.
Quanto ao primeiro, até se compreende. Já tardava! Não têm os homossexuais os mesmos direitos que os heterossexuais para serem alertados contra os riscos de uma infecção com o HIV?
Já no segundo caso, não consigo perceber porque se sugere que casais com relações estáveis (não é isso um casamento?) necessitem de publicidade a preservativos. Ou será que a mensagem está trocada? Não deveria ser algo como – se fores infiel ao teu “marido”, usa o preservativo! Não se presume, no casamento, a fidelidade como um dever dos cônjuges?

Depois... depois aparece uma notícia de que o número de nascimentos em Portugal atingiu mais um mínimo. Não é irónico?

31.12.09

Propósitos De Um Marido Quarentão

Propósitos

1 Reestrear o coração: Dá-me Senhor um coração novo para que possa, em Ti. amar com uma Caridade ordenada, todas as pessoas e respeitar a Natureza que criaste.
2 Casei contigo porque te amava, porque te “aprovei” achei digna e quis confiar-te a minha vida. Quis, também, receber-te, sem ser um estorvo, para te ajudar a realizar, a alcançar todas as metas para que estás vocacionada, sem dúvida muito mais e melhor do que alguma vez sonhei.
3 Continuarei a namorar-te porque me apetece, porque me dá na realíssima gana, porque quero continuar a amar-te o resto da minha vida com a intensidade do melhor momento, porque sei que é bom que sejas tu, é bom que estejas aqui…Também porque não duvido que te agrada mesmo que às vezes, por natural cansaço ou reserva feminina, não o manifestes
4 Escutar-te-ei ainda que não me apeteça e responderei às tuas perguntas com atenção, sem me enfadar, esclarecendo, ainda que pense que tudo está dito e esclarecido, porque sei que é o teu modo de participar, de te mostrares interessada e dentro do assunto…Principalmente porque mereces que te dê o meu tempo e a minha atenção.
5 Não te tratarei com agressividade mesmo que mo faças porque sei que a tua atitude resulta de uma ferida de que eu talvez não me tenha dado conta. E uma ferida trata-se sempre com doçura mesmo que o tratamento por vezes doa. Nunca juntarei um drama a outro drama. Imitarei o que fazias aos nossos filhos quando se magoavam: “Vamos limpar… agora tintura…dói um bocadinho mas é para desinfectar e curar depressa…vou soprar para que arda menos… vês? já está melhor…e agora um penso para proteger…pronto! um beijo e podes voltar ao que estavas a fazer…”.
6 Recordarei os nossos aniversários e procurarei surpreender-te com especiais pormenores de delicadeza para contigo.
7 Procurarei motivos para estar-te agradecido especialmente pelos nossos filhos mas, também, por tudo o resto: o olhares comigo na mesma direcção e ajudares a corrigir o rumo; o brilho dos teus olhos; as peguilhices e as pazes; a companhia, o carinho, o sorriso e o bom-humor; os gestos e palavras de alento e conforto com que reacendes a esperança; a exigência para que eu me supere e seja melhor; os cuidados na saúde e na doença; o que guardamos no íntimo dos nossos corações;…
8 Valorizarei o teu trabalho, especialmente o que fazes em casa porque o fazes com amor, com uma perseverança sem quebras, sem olhares a esforços nem pensares nas vezes em que só damos por ele quando algo correu menos bem…Principalmente porque transformas uma casa fria num lar caloroso onde todos se sentem acolhidos.
9 Tentarei não ser mais um peso na tua cruz aumentando o peso da cruz que tu, como cada um de nós, estás vocacionada a carregar mas antes sendo o teu Cireneu e a tua Verónica. E estarei atento para, com um sorriso, desmontar as cruzetas que, por vezes, povoem, como acontece com cada um de nós, a tua cabeça.
10 Dar tempo para a nossa família chegando a casa a horas, com um sorriso e sem descarregar o meu trabalho sobre vós. Procurarei lançar os olhos para ver o que é necessário fazer e meterei mãos à obra. Depois, quando os filhos estiverem deitados e a calma nos envolver, terei tempo só para ti.
F M

12.11.09

Família Sociedade Natural Onde Se Morre Como Pessoa

“Como as folhas no Outono assim caem as almas na eternidade” lembrava S. Josemaría Escrivá, o Santo do quotidiano. Por isso bom é que, neste mês de Novembro, dedicado a recordar, mais vivamente, a memória daqueles que nos antecederam, reflictamos um pouco sobre o significado da morte e o comportamento dos familiares quando se aproxima o momento de deixar esta vida por um dos seus entes queridos.
Hoje fala-se muito de “morrer com dignidade”. No entanto que é a dignidade humana? Será algo variável ao sabor de cada época ou algo inerente ao ser pessoal de cada um de nós, algo “que reside no que é, não no quê, mas no quem, um ser único, insubstituível, dotado de intimidade, de inteligência, vontade, liberdade, capacidade de amar e de se abrir aos outros”? (Ricardo Yepes). Consequentemente, será que “ajudar a morrer com dignidade” consiste em antecipar a morte de acordo com os critérios de qualidade de vida entendidos por uma determinada sociedade numa determinada época mesmo que espiritualmente decadente? Ou será que “ajudar a morrer com dignidade” é proporcionar ao doente os cuidados espirituais, humanos e materiais, necessários para que o percurso até à morte se faça com o menor sofrimento possível e com todo o apoio necessário?
Não duvido que “ajudar a morrer com dignidade”, é estar “próximo” de quem está prestes a concluir o exame final da sua existência e estar “próximo” é: estar atento às necessidades do outro; dar-lhe os medicamentos a horas, cuidar-lhe da higiene, alimentá-lo e matar-lhe a sede; escutá-lo e conversar com ele; ver, descrevendo, o que o outro não consegue admirar; ler-lhe um livro que o anime e lhe rasgue horizontes de esperança; mantê-lo ligado à vida, contando-lhe o que se passa no ambiente a que estava habituado; não fechar as portas aos amigos mesmo que não venham na hora certa; não ceder perante as tentações do encarniçamento terapêutico ou de antecipação da morte …. É rezar com ele, proporcionando-lhe a assistência religiosa que, naturalmente, deseja e que a proximidade da morte torna mais conveniente
Sabe-se que, sempre que possível, convém que o doente se mantenha no seu ambiente familiar. Se o entender, a família deve recorrer aos apoios sociais existentes e incentivar a criação de outros que melhorem a assistência prestada e a qualidade de vida do beneficiário. O recurso aos “Lares” de Terceira Idade, pode ser, por vezes, a decisão necessária face às circunstâncias específicas do doente e da família. Nesta situação, é importante escolher criteriosamente o “Lar” que corresponda às necessidades do utente e que familiares e amigos se adaptem à nova situação.
A hora da morte é, sempre, o momento de um a sós com Deus, por mais acompanhado que se esteja. Exige a Caridade que procuremos ajudá-lo, a comparecer nesse encontro, rezando com ele as orações próprias da hora da morte e as que eram conhecidas como da sua devoção, porque lhas vimos rezar e ensinar aos filhos e netos….Depois, muita paz e rezar para que se abrevie a reparação devida. Deus não é um traidor que se compraz na perdição das almas. Para aqueles que se esforçaram por amá-lo ou se arrependeram da sua vida mesmo na hora extrema procede como um jardineiro que procura as flores quando estão viçosas, para colhê-las e as colocar no regaço de Sua Santíssima Mãe.

15.9.09

As Ideologias e a Família

Pode definir-se Ideologia como um sistema de ideias coerente que pretende explicar a realidade sem a ter em conta, sem respeitar a natureza das coisas e das pessoas.

Consequentemente “a natureza real das coisas fica submetida a uma servidão no que respeita às instâncias que determinam uma ideologia – interesses de grupo ou de pessoas” (Francisco Altarejos). A ideologia não procura a verdade; utiliza-a e altera-a ao sabor das conveniências: “não interessa a realidade, interessa modificá-la.” (Karl Marx).

Como as ideologias negam a natureza esta passa a ser vista, apenas, como mercadoria, como possibilidade de lucro a explorar, como – na natureza humana - objecto de reengenharia social. A verdade passa a ser apenas opinião e a dimensão pessoal do homem é encarada:
a) No individualismo como parte de um conglomerado de “realizadores de contínuos actos livres sem quaisquer compromissos, centrados na espontaneidade dos seus apetites e do seu egoísmo.” (O. F. Otero);
b) No colectivismo o homem é reduzido a partícula do colectivo, a peça de engrenagem, desvalorizado e, consequentemente despersonalizado;
c) No materialismo hedonista o bem-estar material é o critério para avaliar a “qualidade de vida”. A entrega, o serviço aos outros, o esforço e o sacrifício como caminho de melhora pessoal e alheia deixou de ter sentido devido à perda dos valores espirituais;
d) No ecologismo radical que defende ao extremo a Natureza mineral, vegetal e animal mas pretende alterar a Natureza Humana pois não aceita a sua realidade e procura criar um “homem novo” à imagem e semelhança do seu ideal.

Todos, por uma união de interesses, ao mesmo tempo que lutam violenta e intolerantemente contra o milho transgénico, contra quem destrói um ovo de cegonha ou não luta contra o aquecimento global, exigem tolerância para atentarem contra a natureza humana impondo, como progresso, o aborto, a anticoncepção e a fecundação artificial, a clonagem, a homossexualidade, o “casamento gay”, a eutanásia…
Estas formas de totalitarismo são manifestações de um novo maniqueísmo intolerante para tudo o que não seja o seu projecto de criação de uma “nova sociedade”, cujas raízes programáticas estão bem expressas no Relatório Kissinger, nas actuais políticas antinatalistas da ONU, na tentativa de impor novos “direitos humanos” e o sincretismo religioso, …

A necessidade de encontrar substituto para as raízes que negam explica que as ideologias se transformem numa pseudo religião fascinante.
As causas deste fascínio radicam muitas vezes na nossa cumplicidade, na nossa renúncia à condição de ser pensante, na nossa falta de vontade, no esquecimento das nossas possibilidades de melhora pessoal.

Fundamental é descobrirmos onde está a felicidade. Estará no prazer passageiro? Na posse caprichosa de “pequenos nadas”, de dimensão variável que, pela sua pouca durabilidade deixam, sempre, um desconfortável vazio? No êxito pessoal, nos muitos “amigos”, no sucesso do “executivo” sempre temeroso de não alcançar os “objectivos” e ser ultrapassado pelo concorrente? Correr sempre atrás do fugidio satisfaz a natureza humana?
Tudo isto sabe a pouco. Não estará a felicidade humana noutro plano? Num plano superior correspondente à dimensão espiritual de cada mulher e de cada homem? Não será necessário que voltemos a rasgar o tecto que nos separa do sobrenatural?

A Família é a primeira sociedade humana, exemplo para todas as outras onde cada um vale e é aceite em razão do seu ser pessoal, não pelo que tem ou produz. Consequentemente ela é a primeira e principal escola de humanidade e, também, o principal bastião contra qualquer totalitarismo. Por isso incomoda tanto.
È responsabilidade de cada mulher e de cada homem defender a verdade da instituição familiar, voltar às raízes esquecidas. Porque dessa decisão corajosa depende o futuro dos nossos filhos e, também, o da Humanidade

4.7.09

When in the Course of human events...

...it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another, and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them, a decent respect to the opinions of mankind requires that they should declare the causes which impel them to the separation. (continua)

5.6.09

EU Profiler



Será que acertaram?

28.5.09

Ele não há cartéis...

Ele não há cartéis nos grupos petrolíferos...
Ele não há combinações nenhumas entre as gasolineiras...

Mas hoje, enquanto me deslocava do Porto a Lisboa, via os maravilhosos novos cartazes com indicações de preços de combustível. Invariavelmente, entre as 3 empresas que têm bombas de gasolina na A1 (6 ou 7 áreas de serviço conforme contemos, ou não, com a de Gaia), 2 tinham o gasóleo a 0.999€ e uma a 0.998.

Claro que fui para a de 0.998, porque é aquela que me dá valores mais interessantes em termos de competitividade e concorrência e, sobretudo, porque era a que estava mais próxima quando chegou a altura de meter gasóleo. Ganhei 5 cêntimos depois de atestar o depósito com 50 litros!!!

Valha-nos este maravilhoso preciosismo da milésima!!! Estou rico... só é pena que os 5 cêntimos não cheguem para um cafezito num tasco normal, quanto mais para um café numa área de serviço de auto-estrada!

15.4.09

Despropósito a propósito de um comentário ao IRS

É curiosa a referência ao "mecenato social" no comentário de RGG à desilusão de Pedro F. sobre o seu IRS.

Falava uma vez com o director de uma instituição de estudos superiores de empresas sobre mecenas para restauro de peças de museu... a sua resposta foi curiosa: mas alguém tem interesse nisso?


Ainda que os retornos em IRC possam chegar aos 130%, não deixa de ser estranho que tão pouco mecenato exista em Portugal!

7.4.09

IRS

É isto todos os anos:

- como não necessitei de ir a hospitais...
- como não beneficiei de comparticipações nos medicamentos...
- como não frequentei nenhuma escola...
- como não tenho dependentes a meu cargo em nenhuma das situações descritas...
- como declaro ao Estado todos os meus rendimentos...

... toca a pagar mais uma batelada de IRS! Chego a pensar que mais me vale uma doença daquelas que eximem do pagamento de impostos!

Simultaneamente, é engraçado que o livro de história dos meus alunos diz que era terrível a carga fiscal exigida pelos senhores da Idade Média. Pois eu, na nossa sociedade livre dos atavismos medievais, se juntar ao IRS e às comparticipações obrigatórias o IVA e o ISP, creio que estou pior que qualquer jornaleiro do século XIV.

3.4.09

Alguém com juízo

Um tribunal do Malawi achou que Madonna não era idónea para adoptar uma criança do país.

1.4.09

O Programa ABC

Não deixa de ser patológica a obsessão pela defesa do preservativo. É este um estranho comportamento porque se sabe que o preservativo é falível como método de contracepção e, consequentemente, mais riscos corre quem o usa como protecção contra a Sida cujo vírus é 500 vezes menor do que o espermatozóide. Além disso não protege de outras doenças sexualmente transmissíveis como o papiloma humano cujo contágio se faz pelo contacto pele-pele…

Desde há 15 anos que no Haiti, Guiana, Vietname e em países africanos, especialmente no Uganda onde a experiência foi iniciada, a Sida está a ser debelada com assinalável êxito pelo Programa ABC: Abstinence, Be Faithful, Condon (Abstinência, Fidelidade, Preservativo).

Esta realidade mostra que debelar a pandemia da Sida e de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, mais do que a distribuição de preservativos, envolve a promoção de outro tipo de comportamentos, “politicamente incorrectos” porque lesivos de grandes interesses ideológicos e económicos internacionais promotores do “sexo seguro” mas, certamente, mais eficazes.

Entre as acções possíveis podem salientar-se:
Educar para uma sexualidade responsável que permita entender que o outro é um dom e não um descartável para usar e deitar fora;
Desenvolver políticas que evitem uma actividade sexual precoce dado que, na adolescência, a capacidade genital não anda associada a equivalente maturidade psíquica;
Promover a Família, a fidelidade conjugal e a relação monogâmica estável entre parceiros não infectados;
Ir contra-corrente de interesses ideológicos e económicos que pretendem fazer crer que o adolescente e o adulto têm de comportar-se como animais determinados pelo instinto cego e não como pessoas humanas capazes de ter afectos, de raciocinar, de respeitar a própria intimidade e a alheia, de agir como seres livres e responsáveis.
Deixar de promover paliativos como se de remédios mágicos e absolutos se tratasse. O preservativo pode ser um recurso falível para situações extraordinárias de comportamento sexual permissivo, mas nunca a solução segura para a sexualidade irresponsável e promíscua.
Dar corpo a políticas educativas, sociais, económicas, de saúde pública que erradiquem, cada vez mais, a pobreza material e espiritual responsável por comportamentos desvirtuados;
Assumir que a resposta à pandemia da sida tem de ser multidimensional não podendo, consequentemente, reduzir-se à publicitação do uso e oferta de preservativos com enorme custo para o erário público;
Aceitar, sem complexos, que a vivência de conceitos morais nas relações sexuais, ajudam a diminuir a infecção, e não são uma intromissão abusiva da Moral na Saúde Pública. São, pelo contrário, um valor acrescentado e um bom recurso sanitário;
Consciencializar que promover, sem um esclarecimento sério dos riscos de contágio, o preservativo como panaceia universal para a sexualidade desregrada, é, salvo melhor opinião, o mesmo que promover a roleta russa. É esta, um jogo que consiste em introduzir uma bala na câmara de um revólver, rodar o tambor e apertar o gatilho apontando à própria cabeça. Se pensarmos que o preservativo apresenta um risco de cerca de 20%, numa relação com pessoa infectada e a compararmos com o risco que corre quem joga a roleta russa, a probabilidade de morrer como consequência do acto é, objectivamente, a mesma.

Alguns Tópicos De Educação Familiar

Ter ideias claras sobre a educação a dar aos filhos de modo que venham a ser, no futuro, homens e mulheres íntegros, capazes de enfrentar com espírito aberto as situações que a vida lhes depare servindo os seus semelhantes por amor e dominando as coisas pelo saber.
É mais importante dar atenção à formação moral dos filhos do que à carreira de sucesso que não sabem se irá acontecer

Aproveitar, para alcançar aquele objectivo, os Instintos-Guia, os Períodos Sensíveis que ocorrem nos primeiros 12 anos de vida, e o desenvolvimento das Virtudes Humanas ao longo da infância e da adolescência.

Viver com coerência de princípios e exemplo de luta interior, com unidade de vida, para resolver, de acordo com os ideais que defendem, os problemas que a vida lhes depare.

Ter presente que a participação activa do pai na educação dos seus filhos, sem delegar na mãe aquilo que por mútuo acordo e especificidade lhe cabe realizar, é fundamental para que filhos e filhas interiorizem, compreendam, assumam e valorizem a sua própria identidade sexual e o contributo pessoal que cada um, cada uma, pode dar à família e à sociedade em que está inserido.

Desenvolver nos filhos uma rebeldia educativa em função dos valores perenes, próprios dos homens e mulheres de todas as épocas, não sentindo necessidade de os proteger exageradamente dos muitos perigos que ameaçam a felicidade terrena e eterna dos seus filhos.

Transmitir com clareza os critérios que marcam a linha de fronteira entre o Bem e o Mal.
O fundamento desses critérios pode consubstanciar-se, caso a caso, com o seu acordo ou desacordo com a Lei de Deus para os crentes e com a Lei Natural para todos os homens.

Manter uma constante comunicação com os filhos, com todos e com cada um individualmente. Periodicamente dar tempo a cada um deles para conhecer bem os seus anseios e dificuldades, a situação de estudo/trabalho: ambiente de trabalho, colegas, amigos, dificuldades e êxitos, definir metas e os meios necessários para os alcançar, verificar ritmos e adaptá-los quando necessário, animar, premiar e castigar…
Falar da história da família porque quem não tem raízes não sabe as suas origens e, consequentemente, não sabe se deve prosseguir ou corrigir o rumo… Também se aprende com os erros e fracassos que devem ser encarados como estrume que se enterra para produzir melhores e abundantes frutos.

Controlar a televisão e o computador. Ambos devem estar em zonas comuns da casa. Sente-se hoje a necessidade de promover e frequentar cursos básicos de informática para pais e avós.
Fomentar a vida de oração na família e a confiança na Providência Divina tendo consciência de que “Família que reza unida permanece unida” (João Paulo II)

Actuar em sintonia, de comum acordo, sem que o pai ou a mãe se desautorizem um ao outro. Se perante uma actuação do cônjuge o outro não está de acordo, salvo num caso de extrema gravidade não deve intervir. Oportunamente, longe da vista e dos ouvidos dos filhos, podem e devem analisar o caso, rectificar. prever, debater e clarificar actuações futuras.

Respeitar e valorizar o cônjuge na sua pessoa, no seu trabalho, nos seus comportamentos e altitudes… O cônjuge é aquela pessoa sem a qual os filhos do casal não existiriam. Com outros pais seriam outras pessoas, não eles próprios. Por isso qualquer filho escolheria, naturalmente, os seus próprios pais

Ver os filhos como seres capazes de amadurecimento pessoal.

Viver as convicções religiosas com seriedade. Ocupar-se da formação moral e religiosa dos seus filhos. “A tarefa educativa consiste, principalmente, em ajudar os jovens a encontrar o Deus verdadeiro para que, levados pela graça, se enamorem d`Ele. E, assim, tornarão o mundo mais humano” (Jutta Burgraff)

21.3.09

Uma boa ideia...

Ou, na versão portuguesa:

19.3.09

O Papa, a Sida e a Liberdade... outra vez!

A propósito da mais recente polémica em torno de declarações do Papa, parece-me oportuno este texto, aqui publicado quando, após a morte de João Paulo II, se falou da crítica do preservativo na prevenção da Sida como um dos aspectos negativos do seu pontificado:

"A falácia é a seguinte: 1) o Papa condena o uso do preservativo; 2) o preservativo é o melhor meio de combate à sida; 3) conclusão: o Papa é contra a prevenção da sida! [...]

O aspecto mais bizarro desta lógica é o seguinte: as pessoas que não se importaram com a doutrina da Igreja na altura de uma relação extra-matrimonial [...] deixam de usar preservativo porque o Papa manda?!

Numa sociedade erotizada como a contemporânea o argumento parece ter valor: a exaltação do sexo supôs que o Homem não é capaz de contrariar os seus apetites sexuais! Logo, João Paulo II poderia ser condenado por propor uma doutrina inconciliável com a condição humana! Mas, para que este argumento seja válido, é exigida uma visão laxista sobre a sexualidade. Quando os media especulam sobre a vida sexual das figuras públicas; quando o mercado da pornografia está num crescimento extraordinário; quando os publicitários usam o sexo para vender tudo, desde os automóveis às cervejas; então é provável que se considere desumana a doutrina da Igreja sobre a sexualidade.

Eis aqui, no entanto, o aspecto em que João Paulo II foi, de facto, um campeão da liberdade: mais que na luta contra a tirania política, procurou afirmar que só a cultura poderia dar a verdadeira liberdade ao Homem, uma vez que só pela cultura o homem se distingue dos animais. A doutrina da Igreja sobre a sexualidade (em particular a teologia do corpo de João Paulo II) é uma afirmação de liberdade, uma afirmação de humanidade, uma rebeldia contra a espontaneidade dos instintos própria da vida selvagem! Afirmar que o Homem não é livre em matéria sexual é, de facto, obrigá-lo ao preservativo. Mas a doutrina do Papa (e o seu exemplo, e o de tantos milhões de católicos que são fiéis à doutrina da Igreja) sempre afirmou que o homem não estava condenado ao deboche e à promiscuidade. Terão aqueles que cederam à infidelidade matrimonial, levando silenciosamente a sida para o interior das suas casa, deixado de usar preservativo por respeito à autoridade papal? E os homossexuais? E os jovens que, instigados por uma imprensa e por uma televisão insinuante ou agressiva, viveram de modo promíscuo a sexualidade?

[...] É obrigatório reconhecer que se os princípios [da moral sexual católica] fossem mais difundidos a pandemia da Sida não teria atingido proporções tão elevadas, pelo menos nos países de tradição católica.

Supor que o Homem não é capaz de resistir aos seus instintos sexuais equivale a colocá-lo numa categoria infra-huamana: e como pode uma sociedade democrática sobreviver se, em vez de cidadãos, é constituída por bichos?"

4.3.09

A Relação Conjugal Relação Educativa

A relação entre pessoas, particularmente se convivem, pode ser sempre uma relação educativa própria da amizade verdadeira que não é simples compinchice ou cumplicidade mas que procura ser uma ajuda leal e oportuna a que o outro seja mais e melhor pessoa.

Um dos aspectos que caracterizam a relação educativa é que só se pode ajudar verdadeiramente a melhorar se houver da parte de quem educa um real esforço de melhora pessoal. Por isso a acção educativa é muito gratificante porque, naturalmente, se transforma num movimento ascendente que beneficia todos os que dela participam.

Vocacionados a viver conjugalmente – sob o mesmo jugo e a “puxarem” no mesmo sentido – a relação conjugal é, por natureza, uma relação educativa ou, pelo menos, apta para a educação.
Afirma Pieper que “amar é aprovar - dar por bom – é dizer: é bom que sejas tu, é bom que estejas aqui, é bom que sejas o que és pois, no que és, és digna de estima e eu aprovo-te.”
No entanto, “amar e aceitar os defeitos do cônjuge” não é o mesmo que “resignar-se com eles”. Por isso, natural, é esforçar-se por descobrir, sem projecções pessoais, o que o outro necessita e ajudá-lo a realizar a sua vocação, aquilo que ele está chamado a ser como cônjuge, pai/mãe, amigo(a), profissional….Certamente muito mais e melhor do que, em qualquer momento, se imaginou.

Na relação conjugal, é necessário que cada cônjuge desenvolva, em relação ao outro, a Generosidade (dar o que me pertence, dar-me a mim mesmo) e a Justiça (dar aquilo que lhe é devido, o seu).

Cada cônjuge pode, por exemplo esforçar-se por:
Dar ao outro aquilo que ele realmente necessita: o que lhe faz bem (manter o arranjo pessoal e a afabilidade do tempo de namoro, proporcionar um momento de repouso…); o que o afasta do mal (usar, ajudar a usar, vestuário que revele respeito por si próprio e pelo cônjuge a quem deve o seu corpo, evitar amizades ou comportamentos que ponham em risco a fidelidade conjugal, as obrigações familiares, profissionais….);
Desenvolver em si próprio as qualidades que o cônjuge necessita que ele possua (alegria, bom-humor, capacidade de ajudar, atenção à realidade…).;
Procurar as ajudas necessárias quando excedem as suas possibilidades (oferecer um bom livro, proporcionar uma boa amizade, sugerir a participação conjunta em actividades de formação…).

Mas esta relação de ajuda mútua à melhora pessoal pode perder eficácia se um dos cônjuges, ou ambos, não a consideram vantajosa por ignorância…, por soberba… Quem está convencido que atingiu a perfeição tem pelo menos um defeito: o de julgar que não tem necessidade de crescer em qualidades pessoais. E este estar instalado no seu “bem-ser”, no seu “bem-fazer”…, é causa de muitas situações de cansaço, de rotina, de insatisfação e desarmonia conjugal.

Na guerra solidária da Educação não há vencedores nem vencidos porque ou todos ganham ou todos perdem. Por isso, uma virtude que deve estar sempre presente é o optimismo, a qualidade daquele que põe, a si próprio, metas nobres, elevadas mas exequíveis, e põe, com perseverança, os meios necessários para as alcançar.

Ganha a guerra quem vence a última batalha, mesmo que tenha perdido todas as anteriores. E a última batalha só se perde realmente se não se ganha a que se trava à hora da morte.
No casamento, como na vida, um bom lema pode ser: “aceito-te tal como és mas também como estás chamado a ser e que, no entanto, ainda não és”

15.2.09

O ensino da História

Este post pode ter parecido algo enigmático. Ele surgiu na sequência de uma série de reflexões em torno à repetição, passados quase dez anos, da experiência de dar aulas de História a alunos do 7º ano e, acima de tudo, pelo espanto com a pobreza do manual que, nos anos anteriores, tinha sido seleccionado. Como confio nos meus colegas que fizeram a selecção, calculei que a opção fosse a menos má, facto que confirmei, quer nas conversas com os reponsáveis pela escolha quer pela análise de outros livros de texto que folheei.
O problema supera, no entanto, os manuais, situando-se nos próprios programas. Isto não desculpa os autores, que podiam tornear as questões, principalmente porque, sendo muitos deles relativamente jovens, tinham obrigação de ter aprendido algo nas universidades.
Mas não: parece que passaram pela Universidade sem adquirirem uma ideia nova ou uma perspectiva crítica sobre a cartilha que tinham estudado do 5º ao 12º ano. Mais de 30 anos volvidos sobre o PREC, as perspectivas dominantes continuam a ser as de uma liberdade adquirida pela luta e de um progressismo naïf, entusiasmado com o iluminismo e o positivismo, exaltando as vanguardas e criticando o conservadorismo das classes dominantes.
Além disso, a enfatização da História social e a marginalização da História política (herdada dos debates do séc. XX), ao exigir instrumentos metodológicos que estão além das possibilidades de um estudante de 12 anos, só com muito esforço pode gerar mais do que páginas vazias dedicadas ao quotidiano da antiguidade. Curiosamente, os alunos continuam a fazer as mesmas perguntas: quem matou César? Porquê? Moisés atravessou mesmo o Mar Vermelho? Porque é que os Egípcios mumificavam os corpos?
Dependendo do que se esperar da escola, o ensino da História deverá seguir uma ou outra orientação. Orientação não apenas na perpectiva ideológica (que é razoável que varie de acordo com o projecto educativo da escola) mas, pelo menos, na adequação ao meio em que a escola se insere, às características sócio-económicas dos alunos, etc.
Mas um professor que quiser dispensar um manual e usar, por exemplo, apontamentos da sua lavra, deverá pedir autorização à Direcção Regional de Educação respectiva. Isso mesmo: ela não informa: deve pedir autorização. Para que a autoridade possa vigiar o que se anda a ensinar?
Provavelmente, as críticas acima lavradas poderiam confundir-se com a ideia de que as autoridades não percebem nada sobre História. No entanto, tal suposição seria injusta: o controlo burocrático exercido sobre a escola revela que quem manda conhece muito bem, pelo menos na prática, o poder do ensino, e em particular o do ensino da História.

13.2.09

Estarão os portugueses preparados?

Com frequência ouvimos os políticos, a propósito de alguns temas mais melindrosos, dizer: não sei se os portugueses estarão preparados para esta discussão.
Foi assim com o aborto, é assim com o “casamento” entre homossexuais e está a ser assim com a eutanásia.

O que me questiono é se a afirmação está bem construída. Não ouvimos, normalmente, essas afirmações da parte dos que estão contra. Ouvimo-las, isso sim, da parte dos que se posicionam a favor de qualquer um daqueles actos. A afirmação deveria ser algo como: não sei se já haverá muitos portugueses a apoiar-nos nesta discussão.
É que os portugueses discutem com frequência (eu sou português e a maioria das pessoas com quem lido diariamente também o são) estes temas. Casamento dos homossexuais, eutanásia, aborto (incluindo o, para mim horrendo, partial birth abortion), se os padres se casam, se as mulheres podem ser padres, a guerra no Iraque, os mortos nos campos de concentração, os casos Freeport e Casa Pia, etc., são conversa diária de café.
Os portugueses estão preparados e desde há muito que discutem estes temas. Todavia, os portugueses ainda não aceitam, isso sim, totalmente as ideias de alguns ideólogos que apoiam actos atrozes sob a capa de um sentimentalismo absurdo. Graças a Deus!

O atestado de estupidez e de insignificância que nos passam estes políticos é de tal forma elevada que só merece uma resposta da nossa parte: os portugueses ainda não estão preparados para aceitar tão vergonhosa classe política...

12.2.09

E se pusermos umas bombas?

O deputado Holandês autor do filme Fitna, que associa o Corão ao terrorismo, foi proibido de entrar no Reino Unido...

11.2.09

11 de Fevereiro

Gostaria aqui de recordar o dia 11 de Fevereiro…
Dirão: 11 de Fevereiro?
Sim. Pior do que o 11 de Setembro ou do que o 11 de Março foi o nosso 11 de Fevereiro.
As vítimas do 11 de Setembro e do 11 de Março têm nomes. As vítimas de cada uma dessas datas têm um número determinado.
As vítimas do 11 de Fevereiro de 2007 serão incontáveis para sempre, não têm nome, não têm comemorações, não têm nada, porque tudo lhes foi negado antes de nascerem!


Peço a Deus pelos pais, muitas vezes sem capacidade para buscar ajuda numa situação de crise grave. Peço a Deus por todo o pessoal médico que aceita perpetrar estes actos. Peço a Deus por todos os que, médicos ou não, o continuam a fazer ilegalmente causando, tantas vezes, danos irreversíveis às mães.
Peço a Deus por todas as vítimas de aborto em Portugal!

Doublethink

A exploração de imagens chocantes pelos defensores da vida (as do aborto, por exemplo) é uma forma de terrorismo psicológico. A exploração de imagens chocantes pelos partidários da eutanásia é uma forma de elucidação da sociedade, admissível até em media politicamente correctos como a BBC. (Atenção, contém imagens chocantes)

8.2.09

Coincidência...

Sentei-me ao computador para escrever um pouco sobre o ensino da História e, antes de começar, dando uma volta pelos meus favoritos, encontrei este artigo na Spectator. Achei que estava tudo dito!
The oral epics of pre-literate cultures, from Homeric Greece to the Siberia of Maadai-Kara, saw poets revered as the guardians of national consciousness. In denying children the thrill of our own epic historical narrative we also deny them the option to compare, to judge, above all to refuse. Surely the point of all humanities teaching is not the regurgitation of whichever facts the government deems appropriate, but the ability, quite simply, to think?


7.2.09

Não há paciência...

Na mesma edição do Público em que se alerta, de modo alarmista, para o avanço da extrema-direita israelita, faz-se um retrato complacente (para não dizer entusiasta) do novo líder da extrema-esquerda desse país.
Não estudaram história?

4.2.09

Ooops!

Estranho que, neste caso do Bispo que negou o holocausto, os mesmos que advogam maior liberdade na Igreja vêm agora exigir uma proclamação dogmática sobre o Holocausto... Tal como o Cipriano, não estou a negar o Holocausto nem a desculpar o referido Bispo. Estou espantado pela confusão que reina em tantas cabeças, ou pela desonestidade, que se aproveita de qualquer acto para criticar o Papa e o Vaticano.

1.2.09

Yes, he can!*

Pode um bispo dizer que não acredita no holocausto? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que não acredita nos átomos? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que não acredita que o homem chegou à lua? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que Picasso não sabia pintar? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que foram o extra-terrestres a construir Machu Pichu? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que Jesus Cristo não ressuscitou? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que o Papa não é a cabeça da Igreja? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que a Sagrada Eucaristia é apenas um símbolo de Deus? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que a Santíssima Virgem Maria não foi concebida sem pecado? Não, não pode!
Há uma grande diferença entre as primeiras 5 perguntas e as últimas 4: só as últimas representam verdades de Fé e só as últimas obrigam directamente o Bispo Católico a defendê-las, se necessário, com a sua própria vida. Se o bispo disser que sim a qualquer uma das 5 primeiras questões, posso achá-lo um tontinho. Mas se o bispo afirmar todas as verdades de FÉ, nada lhe posso apontar directamente ao seu ministério.
As afirmações que têm sido levadas a cabo a propósito do Bispo Richard Williamson apenas me levam a pensar no seguinte:
1- Que, tal como na parábola, muitos católicos não estão dispostos a receber o irmão “pródigo", aquele que deixou a casa do Pai e a quem o Pai, na pessoa do Papa, recebe depois com amor!
2- Que os Judeus, passados mais de 50 anos sobre a 2ª Guerra Mundial, deveriam deixar-se de ser tão sensíveis. A ser verdade que alguém sugeriu já o corte de relações com o Vaticano, só demonstram não estar à altura de conseguir distinguir entre os assuntos de fé e outros. Por favor… não nego o Holocausto – até porque se o fizesse podia ir para a cadeia por negacionismo ou revisionismo histórico, verdade?
3- A entrevista do Bispo Williamson foi gravada em Novembro e passada só agora… A eficiência de quem gravou a entrevista deixa muito a desejar, ou estiveram à espera de uma oportunidade especial para a lançar?
* O título do post vem na sequência das palavras de Hans Kung que sugere um Obama como Papa. Hans Kung propõe, neste sentido, não só um Papa negro (o que nada me repugna) mas, também, um Papa abortista… Neste caso, já me sinto um pouco mais confundido. Mas depois que Saramago beatificou Obama, já tudo é possível.

30.1.09

Serviço Público

Helena Esteves, num noticiário da Antena 2, anuncia o início de duas iniciativas: o "Fórum dos Ricos", em Davos, e o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (sic).

20.1.09

É impressão minha... (III)

... ou Obama começou o dia com uma ida à igreja?

É impressão minha... (II)

... ou Obama tem na pasta da defesa o mesmo secretário que W?

19.1.09

É impressão minha...

... ou Obama vai ser uma desilusão para tantos que agora o louvam?

2.11.08

Perdigão perdeu a pena...

... Não há mal que lhe não venha

Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.

(Luís de Camões)

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O entusiasmo de Portugal com Obama permite entender porque é que Sócrates continua a sair-se menos mal nas sondagens.

22.10.08

E se pusermos umas bombas?

Para ridicularizar Sócrates e o Megalhães, os Gato Fedorento recorrem a uma sátira que arrasa a cerimónia mais sagrada do católicos.
Entretanto, a BBC informa que não permitirá nos seus canais programas que satirizem o islão.
E que tal se pusermos umas bombas? Infelizmente, parece que a noção de respeito só se consegue explicar a alguns democratas com a linguagem da violência!

26.9.08

Recuperar O Papel do Pai Na Família

O remoinho em que se transformou o dia a dia de muitas pessoas e as suas consequências na vida pessoal e familiar são, actualmente, motivo de reflexão. Com efeito, o acesso ao trabalho fora de casa, onde continua a imperar o modelo masculino, e o conhecimento dos mecanismos da sua fecundidade criaram à mulher uma nova situação que tem de ser repensada pelo casal e pela sociedade

Na vida familiar, quantas vezes acontece que, ao nascerem os filhos, desaparece a troca de impressões entre os cônjuges exactamente no momento em que era mais necessária. O diálogo entre o casal passa a ser quase um monólogo a dois: “são precisas fraldas”; “tenho de dar banho ao menino”; “estou estoirada”, “não tenho tempo, passa pela creche...” Daqui às queixas, às frustrações, às discussões, às atitudes e palavras desabridas, aos mal entendidos, à separação pode ser um percurso muito rápido. Tudo isto quando a criança precisa de presença atenta dos pais, de serenidade, de carinho...

Hoje, felizmente, não poucos maridos partilham as tarefas do lar, Mas, este comportamento está longe de ser maioritário e o conhecimento de algumas situações permite interrogarmo-nos se, por vezes, de parte a parte, não existe alguma responsabilidade nessa falta de colaboração.

De facto, por natureza e educação, não é por acaso que durante a gravidez e o parto se gera uma especialíssima relação de intimidade cúmplice entre mãe e filho, a mulher tende a assumir a maternidade como algo seu, relegando, para segundo plano o papel do pai. Tratar do filho é, para ela, uma atitude estrutural...E não se dá ao pai sequer o direito e a possibilidade de aprender. A mulher tende a assumir-se, sempre, como a principal, por vezes a única, responsável pelos filhos e pela casa.

Este estilo de comportamento, agravado pela educação e tradicional falta de generosidade masculina, leva progressivamente o homem a alhear-se das coisas do lar, a refugiar-se no trabalho, que passa a ser a sua única fonte de afirmação e de auto estima, Consequentemente, está todo o dia fora de casa, convencendo-se, ou procurando convencer-se e convencer, que, no material, se esgota o seu papel de pai. Deste modo está ausente das suas responsabilidades na educação dos filhos, nas tarefas do lar, no conhecimento e solução dos pequenos problemas domésticos do quotidiano...

Devo recordar que o homem, neste aspecto da ajuda em casa, está numa posição difícil, pois, por um consenso habitualmente aceite, é chefe de estado numa situação em que a mulher é primeiro-ministro. Por isso é necessário acertarem conjugalmente o passo de modo a levarem juntos para a frente, com harmonia, a família que fundaram.

No quotidiano, a maior parte das situações são opináveis, com várias soluções possíveis, embora passíveis de serem melhoradas.

Essencial é que o trabalho se faça. Quem quer ser ajudado, por uma simples questão de justiça e bom-senso, tem que aceitar e valorizar essa ajuda nos termos e na medida em que o outro lha pode dar. E se, ouvido o outro, existem razões válidas para querer que se faça de determinada maneira é necessário expô-las com afabilidade e clareza e dar-lhe todo o tempo necessário para as assimilar e pôr em prática. Porque uma razão sem razões válidas deixa de ser razão para se tornar numa prepotência.

Vejamos duas situações concretas:
Será mais valioso fazer o jantar para toda a família ou levar os filhos à aula de música, com invernia ou estiagem e esperar por eles ocupando bem o tempo?
Se, aparentemente, tanto dá pôr a mesa usando copos iguais que, por questões de arrumação, estão em duas prateleiras do mesmo armário vale a pena fazer uma guerra porque um tira os copos de baixo e o outro acha que se devem usar os de cima?

Hoje há que pedir e possibilitar à mulher que, antes de se esgotar, se modere no seu afã de fazer. Em tudo, excepto no amor, é necessário saber parar. Um parar que não é preguiça mas ócio, tempo para ser, para crescer interiormente, para se abastecer, para renovar forças, para seguir voando mais alto e melhor. Não num voo solitário e, quantas vezes azedo e neurótico, mas num voo amoroso, solidário, que arraste os outros consigo.

Portanto, é urgente restaurar o papel do pai na família: do pai que partilha o esforço da educação dos filhos e as cargas do lar, do pai que apoia os projectos profissionais da mãe dos seus filhos, do pai que pelos meios socio-políticos ao seu alcance contribui para que cada vez mais, na sociedade humana, haja homens que sejam trabalhadores e pais e mulheres que sejam mães e trabalhadoras. Porque sem um pai e uma mãe não há família. E sem família, que é a célula básica da sociedade, não há pessoas felizes.

Onde é que isto vai parar (IX)

Em Portugal, no último referendo sobre a liberalização do abrto, argumentou-se sobre o atraso português em relação à Espanha, onde oaborto já estava liberalizado de facto. Agora, são os abortistas espanhóis que reclamam contra o seu atraso, argumentando com o avanço da lei portuguesa.
Com tanto progressismo é óbvio que o único limite será a criatividade humana...

28.8.08

Conciliar Família e Trabalho

O desenvolvimento económico do Japão levou, na década de 80, William Ouchi (1) a estudar essa realidade e a desenvolver o que designou por Teoria Z. Descobriu que “o milagre japonês” se devia à interacção de dois princípios: o interesse pela pessoa, tratada com confiança, delicadeza e respeito pela sua intimidade, que é gerador de um sentimento de lealdade à empresa e do interesse pela produção.

Na mesma altura, começaram a surgir nos países mais desenvolvidos Movimentos de Mulheres de sucesso na vida profissional que defendem um repensar da identidade feminina e uma maior atenção, considerada gratificante e socialmente benéfica, dada ao matrimónio, aos filhos, à família, à cultura, a actividades de voluntariado…
Estes movimentos são conhecidos como Novo Feminismo. (2)

O Relatório Bebés E Empregadores. Como Conciliar Trabalho E Família, recentemente publicado pela OCDE analisa a relação entre taxas de fecundidade e trabalho de mulheres com filhos, e revela que os Países do Norte da Europa, principalmente a Dinamarca e a Islândia, seguidos pela Finlândia, França, Noruega e Suécia ocupam a posição cimeira. Fora da Europa os Estados Unidos e a Nova Zelândia aparecem em posição de destaque. A sua análise mostra que o trabalho da mulher fora do lar não é decisivo para a queda da natalidade.

No Verão passado, publicou-se em Espanha um interessantíssimo livro, Dueños De Nuestro Destino. Como Conciliar La Vida Professional, Familiar Y Personal (3) em que as autoras, Nuria Chinchila e Maruja Moragas defendem que o primeiro passo para conciliar aqueles três aspectos é “a nossa própria vontade para melhorar a realidade em que vivemos e nos convertermos em donos do nosso próprio destino”

“Conciliar com nós próprios”, conhecermo-nos bem é, na opinião das autoras, o alicerce da conciliação. Conseguí-lo permite-nos entender melhor a realidade, descobrir a nossa própria identidade, e construirmos o nosso futuro como seres livres e responsáveis que somos. E isto consegue-se com o esforço perseverante para sermos mais e melhores pessoas; com a formação contínua nos aspectos humanos, profissionais, culturais…religiosos que permitam superar as nossas incapacidades naturais e reorientar, se necessário, as motivações que nos levam a actuar e a decidir.
Ajuda preciosa é poder contar com o conselho de um amigo experiente e leal que nos possa ajudar a traçar, e a seguir, o melhor caminho para a nossa vida.

“Conciliar com a família”, célula básica da sociedade, onde se encontra uma diversidade e variedade temporal, de relações humanas, idades, estados de ânimo, profissões, alegrias e dores…e onde cada um é aceite e querido por aquilo que é, não por aquilo que produz. Por isso a Família é, como afirmam as autoras: “o ambiente idóneo para conseguir o crescimento equilibrado e desenvolver competências pessoais e profissionais para a posterior inserção laboral e social.”
Necessário é estabelecer uma hierarquia de prioridades nas relações familiares, na família nuclear e na relação com a família extensa, que respeitem os direitos-deveres de cada um dos seus membros de molde a evitar atropelos, confusões, conflitos, desentendimentos, problemas de consciência… tendo presente que, uma “emergência”, é sempre uma emergência.

“Conciliar família e trabalho”, porque trabalhar faz parte da natureza da pessoa humana e não é um estorvo. ”A missão específica da empresa como instituição é produzir riqueza e reparti-la de modo equitativo; mas não podemos esquecer que a missão genérica de qualquer organização humana é ajudar a crescer profissional e pessoalmente as pessoas que ali trabalham e facilitar que desenvolvam entre si relações de amizade.” Por isso, várias empresas de sucesso começam a desenvolver medidas que lhes façam merecer a qualificação de Empresa Familiarmente Responsável. Porque hoje começa a ser evidente que, “para conseguir verdadeiro progresso juntamente com o desenvolvimento da eficiência técnica é necessário incrementar a eficiência humana na sociedade” e que “para que ela funcione, todos somos responsáveis e comprometidos”.

(1) WILLIAM OUCHI, La Teoria Z. Como puedem las empresas hacer frente al desafio japonês, Fondo Educativo Interamericano, México, 1982
(2) Entre outras: Eva Herman (Alemanha) Harriet Hartman (Inglaterra) Ivonne Knibiehler (França) Inda Schaenen (USA) Marianne Siegenthaler (Suiça), Katherine Ellison.(USA), Mary Anne Glendon (USA) Janne Haaland Matlary (Noruega), Sue Shellenbarger (USA), Evelyne Sullerot (França)
(3) Instituto Superior de Estúdios de la Família, UIC, Barcelona, 2007